Gabriela Carneiro da Cunha é uma artista brasileira que trabalha nas áreas de performance, direção, pesquisa e ativismo artístico ambiental. Sócia da Aruac Filmes, ela é a criadora do Projeto Margens - Sobre Rios, Buiúnas e Vagalumes, um projeto multidisciplinar dedicado à criação artística a partir da escuta dos testemunhos de rios brasileiros em situação de desastre. Ao longo de mais de uma década, o projeto já deu origem a apresentações como Guerrilheiras ou Para a Terra Não Há Desaparecidos (2015), Altamira 2042 (2019) e Tapajós (2025), bem como documentários, publicações, debates, workshops e a Rede Buiúnas - uma articulação entre mulheres, rios e arte. Mais recentemente, também resultou na aquisição de um território nas margens do rio Xingu, destinado à criação de um espaço de residência artística. As obras Altamira 2042 e Tapajós vêm construindo uma trajetória de circulação internacional reconhecida, integrando a programação de importantes festivais e teatros, como Théâtre Vidy Lausanne, Festival d'Automne à Paris, Centre Georges Pompidou, Wiener Festwochen (Viena), Kampnagel (Hamburgo) e Kunstenfestivaldesarts (Bruxelas), entre outros. Gabriela também co-dirigiu, ao lado de Eryk Rocha, o filme A Queda do Céu, baseado no trabalho homônimo do xamã Yanomami Davi Kopenawa e do antropólogo Bruce Albert. Produzido pela Aruac Filmes e pela Hutukara Yanomami Association, o filme estreou na Quinzena dos Diretores do Festival de Cinema de Cannes em 2024.